05/12/2013

SOLITÁRIA LUA NA MINGUANTE...

No escuro celestial,
Há pontinhos de luz.
São  estrelas brilhantes
Ou, 
Ofuscadas.
Umas  próximas, outras distantes!

E na imensidão do céu,
A timidez e o silêncio da lua minguante,
Quer mostrar sua graciosidade,
Seu brilho!

De fulgor, 
Olhar discreto e suave,
Visita intensamente corações.
Desperta  poesias, belezas,
Sonhos...
Embala horas de amor!

Em alguns momentos,
Se veste de nuvens...
E em  suave sensualidade,
Se esconde... Esconde saudades!
Para reaparecer minutos depois,
Ainda mais bela.

Lentamente E em intrínseca solidão, 
Percorre o céu.
Eu solitária qual a lua,
Fico a observá la... E antes que  um novo dia chegue,
Ela me convida a conversar.

Meus olhos ficam marejados
Em sua melancólica companhia.
Ela beija meu rosto... 
Eu sorrio para ela!

Agora, amigas e companheiras...
Em momentos de preciosa solidão,
Nenhuma de nós
Sabemos quem brilha mais,
Ou menos.

Ficamos incansáveis horas,
Trocando confidências...
Eu inerte, 
Nem percebo seu pouco brilho,
Dividido em metade!

É chegada a hora da sua partida...
É preciso, 
Dar lugar a um novo dia!
E, sem poder vê-la,
Me ponho a chorar.

Sem a sua companhia,
Me sinto completamente solitária!
Fico a esperar  sua volta...
Que volte logo...
A me iluminar!