quinta-feira, 23 de maio de 2013

DA MENINA QUE ENCANTAVA... E SE ENCANTAVA COM FLORES


A  menina Brisa   encantava   o  mundo    com  seu  lindo sorriso. E  se   encantava com flores.   Em     sua  imaginação de  criança  procurava – por vezes em vão - compreender como   que     botões aparentemente insignificantes e singelos, no dia seguinte, ao nascer do sol, davam lugar à belas e instigantes flores. Mágicas flores.
Flores. Ah, as flores... A menina Brisa era encantada com elas. Brisa sorria, contemplava, amava as flores. Tinha predileção especial pelas pequeninas e frágeis. Buscava encontrar explicações dentro do coração: como caberia tanto encanto naquela pequena criatura.
Brisa demonstrava mais ainda sua sensibilidade ao ver machucadas e feridas as pequenas flores do campo.  Aquelas que os homens arrancavam, feriam, pisavam.  Ou mesmo quando o sol inclemente e impiedoso as castigava. Chorava quando via isso. Não compreendia. A menina Brisa amava as flores.  Se encantava com elas. Era amiga das flores.
Nas brincadeiras, ao lado de suas irmãzinhas, sob a sombra de um pé de romã dava preferência às pequenas e coloridas flores. Enquanto suas irmãs ninavam as bonecas, a menina Brisa brincava de arrumar e decorar a casa imaginária. Adornava tudo com flores. Com pequeninas e tenras flores.

A menina Brisa só não tinha predileção por  rosas.  Não que tivesse deixado de gostar, de se encantar com a beleza e a multiplicidade de cores e perfume. Era algo mais de alma... Aconteceu que um dia, em sua doce inocência, a menina Brisa, de sorriso encantado,  percebeu ao longe a   beleza única de um jardim de rosas.  Cheia de ternura, feliz, e com um lindo sorriso foi direto a elas. Mas ao tocá-las, recebeu a cruel ferida dos espinhos. Não pôde entender como aquela beleza imensa poderia trazer tanta dor... Se não fez mal algum a ela, como poderia feri-la? O que teria feito para merecer isso?

Tentou novamente tocá-las e encontrou outros espinhos que a feriram ainda mais profundamente. Que a machucaram fortemente. A menina Brisa chorou... Chorou muito. Derramou lágrimas e lágrimas diante de tanta beleza, porém, que trouxeram tantas feridas à sua mãozinha inocente.
Voltou triste e soluçando para as amigas rasteiras e simples: as pequenas onze-horas, as bailarinas e as margaridas. Aos poucos a dor foi passando, embora a ferida continuasse a sangrar.  E ao conversar e dividir a dor do seu coração com as pequeninas flores, sua alegria foi voltando. Aos poucos reencontrou seu sorriso, tímido, de inicio. Esqueceu as feridas nas mãos frágeis. O sorriso agora era pleno.
O tempo passou, passou e a menina Brisa cresceu. Mas continuou a encantar o mundo com seu lindo e meigo sorriso.Continuou a se encantar com as pequeninas e frágeis flores. Agora a menina-moça Brisa era encantadora de pessoas. Por onde passava, seu sorriso era notado. Por onde ia, levava alegria e deixava saudades. A menina Brisa era agora a moça do sorriso encantado.

Um dia, Brisa  sentiu perder o sorriso. Tentou em vão encontra-lo. Buscou, buscou... Sentou diante de si e não o viu mais. O que teria acontecido?
Passaram-se os dias... Brisa, como no dia em que quis tocar as rosas e feriu-se profundamente, voltou sua atenção às pequenas coisas. Às pequeninas e simples coisas da vida. À poesia contida em um olhar, um pôr-do-sol, um gesto de mãos em momentos de carinho...E esqueceu suas dores.
Viu aos poucos seu sorriso se aproximar. Sentiu que não poderia deixar de encantar o mundo como sempre fizera. Afinal, seu sorriso era uma dádiva que ela necessariamente teria que dividir. Brisa voltou a encantar o mundo. E voltou a encantar de forma mais abrangente: começou a retratar  pequeninas e frágeis flores. Começou a mostrar ao mundo o valor e a belezas contidas em criaturinhas tão singelas, mas de incomensurável importância e beleza.
A menina-moça Brisa. Que se encantava com frágeis e pequeninas flores. Hoje, mulher, encanta o mundo com seu sorriso... Sorriso de linda e encantadora  flor! Linda! Encantadora! 







segunda-feira, 20 de maio de 2013

A VIDA... NA VELOCIDADE DE UM OLHAR






O meu olhar é como um espelho...
Reflete e reluz... Por onde quer que eu ande... Por onde quer que eu vá.
Tenho hábitos de andar por estradas mirando belezas...
Olho para os lados... Para trás... Olho pelo retrovisor.
E pelo retrovisor, vejo tudo passar rapidamente...
A cada instante um viver... Um sentir... Um momento único...
Todo meu...
Conforme o estado de minha alma... De meu espírito...

Percebo belezas de uma forma que talvez nunca tenha visto antes.
Meu olhar pelo retrovisor observa  a estrada ficando para trás - com enorme velocidade.
Estradas... Longas... Vazias...  Ou movimentadas...
Um nascer e renascer a cada momento...

Penso... E pensar não quer dizer que posso compreender...
A existência não se resume apenas a pensamentos...
É necessariamente atitude de amor...

Meu espírito se eleva... Meus sentidos ficam mais e mais aguçados...
Eu amo a natureza... Eu amo a vida... Eu vivo o amor...
Amar é viver eternamente uma inocência... Plena de doçura...

É olhar para o retrovisor da vida e ver que ali estão
refletidas as belezas da alma...
Contidas em pequenas coisas - mesmo que em alta velocidade.
A velocidade com que a vida nos leva!




quinta-feira, 16 de maio de 2013

BELEZAS E ENCANTOS DA VIDA: A MAGIA DE UM ARCO-IRIS




Em uma tarde de sábado, da janela de meu quarto observava certa calmaria na cidade, que em outros momentos é por demais agitada. Desviei o olhar em direção ao céu e percebi intenso movimento de nuvens, que juntas se preparavam para derramar generosamente a chuva que molharia a terra. No horizonte a visão de imensos e belos edifícios, e por entre eles, vejo o começar tímido da chuva benfazeja.  Aos poucos, vai se tornando mais forte e seus pingos, em meio à imensidão, vão aumentando. Continuo absorvida na mesma janela, inerte, apreciando a chuva. Percebendo e contemplando plenamente a sua beleza.
Passado algum tempo, aos poucos aquela chuva cessou. Os raios de sol começaram a voltar, a dominar o céu que se ornava azul novamente.  Rapidamente  se fizeram presente, com beleza e imponência.  Mas a beleza foi ofuscada com o surgimento de um lindo arco-íris - momento mágico, único da natureza. Porém nem sempre tão percebido e observado como deveria. Quem não é capaz de amar a chuva jamais saberá apreciá-lo.
Sem perceber acostumamos com os fenômenos da natureza que trazem rara e tamanha beleza. Assim, deixamos de contemplá-los. Consequentemente não os valorizamos.  Sequer percebemos que não mais observamos as estrelas no céu, como se depois de algum tempo, tivessem perdido o encanto, o mistério...
Também comumente esquecemos de olhar o quanto é encantador o momento de um pôr-do-sol. Como acontece todos os dias, talvez seja por isso que não nos surpreenda mais. Deixamos de nos deslumbrar diariamente com a nossa própria existência, esquecemos que cada dia é um novo milagre, uma nova chance - um novo e belo arco-íris.
Focados em questões práticas do cotidiano, acabamos nos tornando grandes distraídos. Sim, distraídos no sentido de esquecidos, pouco atentos no que diz respeito à questões tão importantes da nossa existência.
Em algum momento talvez seja necessário refletir, e se preciso, parar tudo. Parar de pensar tantas coisas ao mesmo tempo. Parar no tempo a imaginação. Limpar a mente. Deixá-la livre. Aprender a observar todos os arco-íris. Saborear esses instantes maravilhosos de perfeição e alegria – para deleite do coração e o aflorar das emoções.
Quem nunca correu a buscar a máquina fotográfica para registrar imagens de um arco-íris? Diante de bela e encantadora imagem, não me contive.  Foi o que fiz. Depois de vários flashes,  constatei que a câmera não foi capaz de captar e eternizar aquela visão que eu tinha através dos olhos e do coração. Ah, se a minha câmera registrasse exatamente o que o meu coração viu!
Aquele momento me levou à infância. Me trouxe à lembrança as histórias que ouvia. Quem lembra do pote de ouro no inicio do arco-íris? Da lenda do menino que viraria menina se passasse por baixo dele? E que o arco-iris nascia numa montanha...
Imersa nessa viagem, volto ao meu momento. Percebo que enquanto as pessoas correm de um lado para outro, absorvidos na rotina e nas obrigações, perdem um dos maiores espetáculos da natureza e da vida. Como as borboletas voando, anunciando alegria. A dádiva, a benção da existência.
Fiquei com a sensação de que em algum lugar além do arco-íris há beleza, amor, paz e harmonia. Luz. Vida.
E aproveitei o momento para agradecer o dia que tive. Que as cores do arco-íris possam colorir ainda mais a minha vida. Que ele se torne inesquecível, pois me trouxe o bem mais precioso – uma lição de amor, diante das maravilhas da vida.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

VIAGEM AO INTERIOR... DO INTERIOR

Estrada  longa ... Mundo... A descobrir, adentrar... Conhecer...  Aonde leva? A quais viagens? Ao interior do meu interior? Ao meu ser? Ao meu coração? Ao meu eu? Onde me levará, estrada plena?



Castigado pelo tempo, o casarão carrega resquícios da imponência que teve um dia. Em passado distante,  uma casa moderna,  edificação que significava poder, pujança...  Hoje, ainda acolhe pessoas em seu interior... Que vivenciam a verdadeira paz... Em harmonia... Com esperança... 



Aqui encontramos singelas belezas...  Na arte simples, incrustada em paredes brancas... E em seu interior tem beleza? Tem arte? Paz? Amor? Corações plenos? Casinha simples... Humilde lar...  O que importa é o seu interior...  Havendo amor, melhor que mil palácios... Lar feliz... 



Casas sofisticadas...  Mansões... Palácios...  Frente para um belo lago.. Visão privilegiada... Ali dentro prevalece a alegria? A paz e a harmonia?


Imensidão... Belo lago... Na entrada da cidade como a dizer: Seja bem vindo!  Cercado  por casas simples ou sofisticadas, imponentes... Aqui pode-se correr... enamorar.... Local  tranquilo, a esperar placidamente todos os dias pelas pessoas... Propício para refletir, meditar... Para ir em busca do eu interior... Da paz interior...

A noite quer chegar. Últimos e insistentes raios e sol refletem na água...  Momento mágico para reflexão, busca do eu interior. Do meu eu interior... Reina a paz... O equilíbrio... Os raios de sol irão se recolher, para logo depois, ao nascer do novo dia, iluminar o mundo... Trarão luz... Luz interior... Luz ao meu eu interior!





quinta-feira, 9 de maio de 2013

ACREDITAR, LUTAR, VENCER: SUPERAÇÃO


É de nosso pleno conhecimento que a vida é feita de desafios.  Cada amanhecer é prenúncio de lutas e batalhas, onde buscamos sempre a vitória. O dia pode ser amargo ou doce. Porém, à medida que ele começa difícil, detectamos a necessidade de superar as dificuldades. É quando vem à tona o poder da superação. Transpor barreiras e limites.
Superar é principalmente  querer, ter vontade de seguir continuamente vencendo os desafios impostos pela vida. É o poder de saber reconhecer o quanto se é forte. Recomeçar todos os dias e sempre que necessário, enxergar tudo à volta de forma otimista.
Ao longo da existência enfrentamos inúmeros obstáculos. Alguns tem origem dentro de nós, como a vaidade e  o egoísmo. Precisamos começar nos desvencilhando desses sentimentos, pois eles  trazem grandes prejuízos à alma.
Nossa vida é uma contínua história de superação. Nessa trajetória, comumente somos instados a ser exemplo e motivação. Mas essa história também pode ser de dramas e tragédias. Se entendermos que à nossa frente existe uma barreira, que parece ser intransponível, o certo é pensar positivo e exercitar a força interior. Vencê-la.
A vontade de vencer, a atitude tomada e postura assumida diante dos fatos é o que podemos definir como superação. Ter foco, sem se importar com a opinião alheia. Certo ou errado, os frutos de seus planos serão colhidos por você.
Procure enxergar além da montanha. Sempre lembrando que isso o torna forte e guerreiro. Em certos momentos, os maiores desafios a ser superados estão contidos na mesmice que se encontra dentro de nós. Se queremos superar algo, precisamos avançar sempre em atitude e direção positiva. Então, busque compartilhar abraços, olhares, felicidades, momentos e sorrisos. Oferte o que é bom e não desanime nunca.
É importante lembrar que sorrisos verdadeiros e espontâneos encantam pessoas e as tornam mais fortes. Um sorriso sem graça, um coração frio e uma alma vazia trazem amargura à vida. Geram forte desânimo para encarar e superar os desafios.
Quando temos o controle total sobre o “eu”, usamos o lado racional e com ele nos fortalecemos, renascemos a cada dificuldade vencida, superada. Em sentido inverso, a falta desse controle nos faz fracos, conformados com o fracasso.  Sem ânimo para vencer e transpor barreiras, limites.
Não ter medo de caminhar por rotas desconhecidas sem bússola. Em momentos como esse devemos ter atitudes que talvez ninguém ainda as teve. E não esperar o incentivo fácil dos outros. Devemos ser os primeiros a acreditar em nossos sonhos.
Procure valorizar os momentos de alegria. Se deliciar com a vida, mas sem expectativas exageradas.  Vivencie sem culpas, cobranças e ressentimentos. A evolução do ser humano depende de cada um. Mantenha uma vida equilibrada e digna para não amagar sofrimento e dor.
Seja feliz ao seu modo, à sua maneira e ao seu tempo. Use o passaporte da vida a favor para ser uma pessoa feliz. Jamais perca a coragem, o ânimo e o espírito guerreiro. Tampouco, a capacidade de amar. A vida é e sempre será de superação. Supere a si mesmo. E será um vencedor.